segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Releitura Histórica
Poema Original
Metade
Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que grito
A outra metade é silêncio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade
Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que eu ouço
A outra metade é o que calo
Que minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é alembrança do que fui
A outra metade não sei
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço
Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é platéia
A outra metade é canção
Que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
A outra metade também
Feudalismo
Que o trabalho árduo e braçal na terra
Não seja regido pelas construções naturais
Mas sim pelas que importam
Que possa haver igualdade entre as raças
Porque metade de mim é cobrança
Mas a outra metade é dignidade
Que a mortalidade infantil possa diminuir
Que a expectativa de vida suba
Que os impuros possam trabalhar para si mesmo, não para sustentar os puros
Porque metade de mim é poder
Mas a outra metade é sinceridade
Que a igreja possa diminuir o poder
E que aumente a racionalidade
Que o poder possa ser dado para quem merece
Não pra quem tem dinheiro de sobra
Porque metade de mim é lucro
Mas a outra é riqueza
Que o poder que eu tenho
Possa se igualar com o que não tenho
Que todos possam ter a chance de morar nos centros
Não as que têm dinheiro pra isso
Porque metade de mim é ganância
Mas a outra metade é sentimento
Capitalismo
Que o feudalismo que existiu na Europa
Não exista no capitalismo
Que eu não trabalhe mais pra o senhor feudal
Não me deixe sem essa benção
Porque assalariado serei
Mas a economia, não trocarei mais mercadorias
Que agora a moeda eu terei
Seja a economia baseada na compra e vendas de produtos
Que o sistema de produção e o sistema artesanal prevaleçam virando lucro de capital e enriquecimento
Por que no feudalismo iam pouca a mobilidade social
Mas o capitalismo maior mobilidade social
Que minhas condições de trabalho
Não seja árdua e braçal sofrendo com o tempo
Apenas trabalho como o capitalismo as condições de trabalho eram extremamente precárias
Como pode as condições de trabalho serem assim?
Porque um era árduo e braçal? E o outro extremamente precário?
Que revolução é essa?
Apenas trabalho como o capitalismo as condições de trabalho eram extremamente precárias
Como pode as condições de trabalho serem assim?
Porque um era árduo e braçal? E o outro extremamente precário?
Que revolução é essa?
Se nem no feudalismo nem no capitalismo tem melhoria de trabalho
Que essas revoluções que são desfavorecíveis aos trabalhadores
Seja um dia favorável
Por que dificuldade já enfrentamos, mas hoje queremos ser felizes.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Qual a diferença entre Romantismo e romantismo?
Romantismo, com letra maiúscula, é a
palavra que serve para denominar um estilo de época, uma tendência geral da
vida e da arte, um estilo que predominou num determinado tempo.
Romantismo, com
letra minúscula, designa uma maneira de se comportar, de interpretar a
realidade. Esse comportamento caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude
emotiva diante da realidade.
O que foi o Romantismo?
O Romantismo foi um movimento literário
que começou no final do século XVIII, na Europa, quando alguns escritores
abandonaram as regras de composição e estilo dos autores clássicos, e passaram
a falar da natureza, do sofrimento amoroso num tom pessoal e repleto de
melancolia, fazendo da Literatura uma forma de desabafo sentimental.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Eu sei que vou te amar
Vinícius de Moraes & Tom Jobim
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Eu preciso de você
Tom Jobim
Como o sol precisa de um poente
Eu preciso de você, só de você
Como toda orquestra de um regente
Eu preciso de você, só de você
Como a flor precisa de perfume
E a mulher de ter ciúme
Quando o seu amor não vem
Preciso tanto de você
Como a noite busca a madrugada
Eu preciso de você, só de você
Se o poeta busca a bem amada
Eu preciso de você, só de você
Só você não sabe a solidão
De tão imensa é uma doença
Que me deu no coração
Se o ateu precisa de uma crença
Eu preciso de você
Como o sol precisa de um poente
Eu preciso de você, só de você
Como toda orquestra de um regente
Eu preciso de você, só de você
Como a flor precisa de perfume
E a mulher de ter ciúme
Quando o seu amor não vem
Preciso tanto de você
Como a noite busca a madrugada
Eu preciso de você, só de você
Se o poeta busca a bem amada
Eu preciso de você, só de você
Só você não sabe a solidão
De tão imensa é uma doença
Que me deu no coração
Se o ateu precisa de uma crença
Eu preciso de você
Inconfesso Desejo
Carlos Drummond de Andrade
Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é a minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatro ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Pra viver com você
Este inconfesso desejo
Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é a minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatro ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Pra viver com você
Este inconfesso desejo
Soneto de Contrição
Vínicius de Moraes
Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma…
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma…
E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.
Visão da Língua Portuguesa : Romantismo-Escola Literária
Entrevista com o professor de Língua Portuguesa Fernando.
Entrevistadora: Evelyn Brants
Entrevistadora: Evelyn Brants
Visão Artística: Romantismo-Escola Literária
Entrevista com o professor de Artes Nivaldo
Entrevistadora: Evelyn Brants
Entrevistadora: Evelyn Brants
sábado, 4 de abril de 2015
Visão Histórica: Romantismo-Escola Literária
Entrevista com o professor de História Davi Silva Fagundes.
Entrevistadora: Letícia Santos
Entrevistadora: Letícia Santos
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Visão Sociológica: Romantismo-Escola Literária
Entrevista com o professor de Sociologia Rogério Póvoa.
Entrevistadora: Letícia Santos
Entrevistadora: Letícia Santos
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