sexta-feira, 10 de abril de 2015

Releitura Histórica

Poema Original
Metade
Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que eu ouço
A outra metade é o que calo

Que minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é alembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é platéia
A outra metade é canção

Que minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
A outra metade também

Feudalismo
Que o trabalho árduo e braçal na terra
Não seja regido pelas construções naturais
Mas sim pelas que importam
Que possa haver igualdade entre as raças
Porque metade de mim é cobrança
Mas a outra metade é dignidade

Que a mortalidade infantil possa diminuir
Que a expectativa de vida suba
Que os impuros possam trabalhar para si mesmo, não para sustentar os puros
Porque metade de mim é poder
Mas a outra metade é sinceridade

Que a igreja possa diminuir o poder
E que aumente a racionalidade
Que o poder possa ser dado para quem merece
Não pra quem tem dinheiro de sobra 
Porque metade de mim é lucro
Mas a outra é riqueza

Que o poder que eu tenho 
Possa se igualar com o que não tenho 
Que todos possam ter a chance de morar nos centros
Não as que têm dinheiro pra isso 
Porque metade de mim é ganância 
Mas a outra metade é sentimento 

Capitalismo 
Que o feudalismo que existiu na Europa 
Não exista no capitalismo 
Que eu não trabalhe mais pra o senhor feudal 
Não me deixe sem essa benção
Porque assalariado serei
Mas a economia, não trocarei mais mercadorias

Que agora a moeda eu terei 
Seja a economia baseada na compra e vendas de produtos
Que o sistema de produção e o sistema artesanal prevaleçam virando lucro de capital e enriquecimento 
Por que no feudalismo iam pouca a mobilidade social 
Mas o capitalismo maior mobilidade social 

Que minhas condições de trabalho
Não seja árdua e braçal sofrendo com o tempo
Apenas trabalho como o capitalismo as condições de trabalho eram extremamente precárias
Como pode as condições de trabalho serem assim?

Porque um era árduo e braçal? E o outro extremamente precário?
Que revolução é essa?
Se nem no feudalismo nem no capitalismo tem melhoria de trabalho 
Que essas revoluções que são desfavorecíveis aos trabalhadores 
Seja um dia favorável 
Por que dificuldade já enfrentamos, mas hoje queremos ser felizes.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O nosso 2ºB!


Romantismo- O sentimento

Qual a diferença entre Romantismo e romantismo?

Romantismo, com letra maiúscula, é a palavra que serve para denominar um estilo de época, uma tendência geral da vida e da arte, um estilo que predominou num determinado tempo.

Romantismo, com letra minúscula, designa uma maneira de se comportar, de interpretar a realidade. Esse comportamento caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante da realidade.

O que foi o Romantismo?

O Romantismo foi um movimento literário que começou no final do século XVIII, na Europa, quando alguns escritores abandonaram as regras de composição e estilo dos autores clássicos, e passaram a falar da natureza, do sofrimento amoroso num tom pessoal e repleto de melancolia, fazendo da Literatura uma forma de desabafo sentimental.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Eu sei que vou te amar

Vinícius de Moraes & Tom Jobim

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou

Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Eu preciso de você

Tom Jobim

Como o sol precisa de um poente
Eu preciso de você, só de você
Como toda orquestra de um regente
Eu preciso de você, só de você

Como a flor precisa de perfume
E a mulher de ter ciúme
Quando o seu amor não vem

Preciso tanto de você

Como a noite busca a madrugada
Eu preciso de você, só de você
Se o poeta busca a bem amada
Eu preciso de você, só de você

Só você não sabe a solidão
De tão imensa é uma doença
Que me deu no coração

Se o ateu precisa de uma crença
Eu preciso de você

Inconfesso Desejo

Carlos Drummond de Andrade

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é a minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatro ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Pra viver com você
Este inconfesso desejo

Soneto de Contrição

Vínicius de Moraes

Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Como a criança que vagueia o canto
Ante o mistério da amplidão suspensa
Meu coração é um vago de acalanto
Berçando versos de saudade imensa.
Não é maior o coração que a alma
Nem melhor a presença que a saudade
Só te amar é divino, e sentir calma…
E é uma calma tão feita de humildade
Que tão mais te soubesse pertencida
Menos seria eterno em tua vida.

Visão da Língua Portuguesa : Romantismo-Escola Literária

Entrevista com o professor de Língua Portuguesa Fernando.

Entrevistadora: Evelyn Brants

Visão Artística: Romantismo-Escola Literária

Entrevista com o professor de Artes Nivaldo

Entrevistadora: Evelyn Brants

Ensaio Geral










sábado, 4 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Ensaio Grupo 5

Alunos: Daniel 
              Marcos
              Hugo
Participações Especiais: Beatriz Neres
                                        Mila Maria
             

Ensaio Grupo 4

Alunos: Andressa
            Fabrício
          Mateus
          Tatiane



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ensaio Grupo 6

Alunas:Ana Maria
                Beatriz Neres
        Danyelle
     Nicole
Participações Especiais: Lucas
                                           Rodrigo


Ensaio Grupo 5

Aluno: Marcos
Participação Especial: Beatriz Neres

           

Visão Sociológica: Romantismo-Escola Literária

Entrevista com o professor de Sociologia Rogério Póvoa.

Entrevistadora: Letícia Santos